Opúsculo de um Vencido

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Espera

Espero-te nos sonhos de ternura
Que cozo no silencio da saudade,
Enquanto a madrasta ansiedade
O meu peito devora com tortura.

Mas o Amor de simples criatura
Que rege a voz da fé e da verdade,
É o que me ofertará na Liberdade
Os lábios teus de mágica candura.

Pois nosso amor sadio se resume
Nas flóreas asas dessa alta canção,
Estremecendo a alma feito o lume

Ardente, que cerceia uma solidão
Sem cor, sem vida, forma e volume,
Mas que nunca nos sai do coração...

(laura Alves Coimbra)

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