Opúsculo de um Vencido

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Geração

Oh! Minha bela e áurea geração,
Que de tantos bastardos literários
Está caduca e cega em sua missão,
Lambendo o cu de vis adversários

Que ardilosos roubam-nos o pão
A nos deixar com cara de otários,
Ao ver o mensalão de mão em mão
Pairando lá em bolsos salafrários!...

E a juventude sussa e bem de boa,
Vai entoando um Funk pancadão,
Enquanto nem demônio ou garoa

A vibe louca, abalam, do irmão,
Pois toda a menisquência se esboroa,
Quando vem o domingo do Faustão!...

( Queiroz Filho )

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mediocre Versibus

Estes medíocres versos que te faço
Não rasgarão o véu de tuas retinas,
Nem deitarão em tuas mãos divinas
Os risos meus de empírico palhaço!

Mas sinto-te em mim a cada passo,
Que volto o olhar às lôbregas ruínas
Do amor que feneceu pelas esquinas
Na súplica de algum simples abraço.

E a cada hora finda, aqui, eu penso
Nesta saudade cega, nesta dor enorme,
Que me puseram, pelo ar, suspenso,

Onde numa nuvem bela, multiforme,
Sorvendo os ecos teus eu me convenço
Que a minha Paz na tua Alma dorme...

(Queiroz Filho)