Opúsculo de um Vencido

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Delírio Vago

Nos meus vagos fetiches delirantes
Cá eu vejo-te tão nua e sem pudores,
Mirando estes teus seios tentadores
Em meus rixosos lábios tremulantes.

E no gozo ilusório desse instante,
Nós somos até mais que pecadores,
Nós somos a discórdia dos amores
Num retrato caído sobre a estante...

Talvez eu seja mais outro covarde,
Ou o louco que saiu de um hospício
Somente pra colher flores na tarde!...

Já não sei distinguir gosto de vicio...
Oh! Náufrago perdido nesse mar (de)
Estúpidas paixões sem fim e início!...

2 comentários:

  1. Cara virei seu fã! Belíssimos sonetos os seus, de lida feitura, um dia eu chego lá. Parabéns!!

    ResponderExcluir
  2. Muito obrigado Álvaro; Fiquemos em contato. grande abraço!

    ResponderExcluir