Opúsculo de um Vencido

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dona Saudade

Dona Saudade hoje está confusa,
Feriu-se com alguma estranha seta,
Dona Saudade, minha amiga intrusa!
Que exala ares de um triste poeta,
Diz que nem o amor hoje lhe bajula,
Nem a dama triste do viril caixeiro,
Pois sem esperança, sua fé se anula,
De rever o amor, dantes verdadeiro,
Dona Saudade, sei que estás amando!
Digas para mim, quem é o felizardo?
Dona Saudade, já se foi chorando...
Sem sequer notar meu sorriso pardo.
Por não revelar-te um velho segredo:
Que és o meu amor e o meu degredo!...

( Laura Alves Coimbra )

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