Opúsculo de um Vencido

domingo, 9 de dezembro de 2012

Ode em soneto À cidade do Recife

Minha Deusa, jamais vista, jamais
Pisada, jamais amada; em meu não-amor,
Te amo! Em meu não-amor, quase impostor!
Além do que é Amor, te amo mais!...

És minha mais inconsequente calma!
Em mim não existes, porque já existes!...
E aqui és mais real que os sonhos tristes
Que habitam esse porão chamado alma.

Agora já nem sei se eu quero ver-te,
Talvez melhor existas como um flerte,
E é como eu te preciso, meu Talvez!...

E quando a vida, enfim, me der licença,
Comigo enterrarão a altiva crença:
Que para o Amor, a Morte é sensatez!...

( Queiroz Filho )

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