Opúsculo de um Vencido

domingo, 6 de janeiro de 2013

Meus Trambolhos

O empoeirado Livro que me lê,
A alma do poema que me escreve;
A covardia audaz que me atreve;
A escuridão sombria que me vê;

A visceral ferida que me escorre;
O Arque - inimigo que ainda amo.
A vida que na morte me proclamo...
O Deus que amiúde sempre morre!

A lesma que até hoje me persegue;
As lágrimas que me choraram olhos;
O amor que o Diabo lhe carregue;

As sepultadas almas sem refolhos;
Oh! Pedro, Pedro, Pedro, não se negue!...
Eu sei - versos não são; talvez trambolhos!...

( Laura Alves Coimbra )

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