Opúsculo de um Vencido

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Desolação

A manhã já se foi e a tarde finda
Na vaga Luz do Sol já preguiçoso
E eu ouço o coração bater ansioso
De perguntar se pensas nele ainda.

Aguardo, pois, calada, tua vinda,
Pensando nesse abraço carinhoso,
Que há de selar num gesto mavioso
O fogarento beijo, a chama linda

De nossos lábios fartos de ternura!
Mas meu amor tardou e não mais vem!
Acaso, me examina na tortura?...

Ou triste chora, como eu, também?
Já basta!... Compreendo nessa altura...
O meu eterno amor não é ninguém!

( Laura Alves Coimbra)

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