Opúsculo de um Vencido

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Paz

Procuro entre o silêncio absoluto,
Que em minha Alma vã interiorizo,
Silêncio que é quase o próprio luto
E junta às minhas lágrimas o riso

De resignação ao Mundo bruto,
Nem sei o que procuro, mas preciso!...
Procuro, pois não o vejo, mas o escuto,
Num brado delator em meu juízo...

Talvez seja a essência em mim perdida,
Talvez seja até mesmo a própria vida!
Que por meu erro vil só andou pra trás...

E é assaz ingênua em si essa cobiça
Que só em farturas mil se desperdiça...
Seu nome agora sei - Se chama Paz!

Queiroz Filho

2 comentários:

  1. Paz de espírito, paz celestial: a paz de bom grado de um poeta desgraçado!!

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  2. Dez graças te concedo em minha desgraça! Grande abraço!

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