Opúsculo de um Vencido

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Soneto

Eu tanto amei na vida agora basta!
Punhados derradeiros de Ventura...
Oh céu de minha extinta estrela casta!
De ti meu nada espero nessa altura.

A morte nunca me será madrasta,
Também não chamo a vida de amargura,
A alma humana é triste, mas é vasta!...
Se flores nascem até na sepultura

Morrer é só alcançar Dignidade.
É ver na treva atroz, subterrânea,
O estandarte audaz da Liberdade!

É abandonar enfim toda a insânia
Do mundo e ver na sua Iniquidade
O caos duma Razão extemporânea...

( Queiroz Filho )

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